CAPÍTULO IV – A FOME E O DESESPERO DE MARÍLIA
Aberto o inventário dos bens deixados por Maurício Araújo Gama, Marília pediu ao Juiz condutor do processo, Dr. Fábio Leandro, que obrigasse o espólio de seu pai a pagar a pensão. O Juiz concedeu. A neta de Maurício manejou todos os recursos possíveis e imagináveis para que Marília não comesse, não estudasse, não vivesse, mas após alguns meses do mais profundo desespero e administração da intensidade da fome, Marília começou a receber os 3(três) salários mínimos, que saiam das duas contas que o pai havia deixado.
Marília tem mãe, mas ela não tem formação e vende panos de prato, lençóis e até trufas de porta em porta. Talvez você, leitor, a conheça e nem sonhe que com o apurado das vendas ela precisou sustentar, sozinha, Marília, as vezes deixando de se alimentar bem para que nada faltasse a sua filha.
É! Parece novela mexicana, mas não é.
Um dia, o dinheiro das contas acabou, mas o inventário não. Marília há anos não recebe a pensão, sobrevive das vendas da mãe, das ajudas de sua madrinha e continua esperando a justiça paraibana.
Concomitantemente, Marília entrou com uma ação para anular a doação do pai em favor da esposa no divórcio e, conseguiu que todos os bens voltassem a figurar em nome de MAURÍCIO ARAUJO GAMA.
Final Feliz? Não! Amanhã tem mais.
sábado, 22 de outubro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário