segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

FULANO QUE AMAVA BELTRANO QUE AMAVA CICRANO, QUE MORREU...

FULANO QUE AMAVA BELTRANO QUE AMAVA CICRANO, QUE MORREU...
(Zilma Barros)

Alguém se lembra de uma campanha em prol do uso da camisinha? Um alerta a troca constante de parceiros e uma demonstração que o uso do preservativo nas relações sexuais era primordial para evitar as DST, inclusive a AIDS.
Não sei o motivo, mas acordei pensando que a campanha para prevenção das DST(doenças sexualmente transmissíveis) poderia ser adaptada a corrida para o Governo da Paraíba 2010.
Cicero que amava Cássio que amava Ricardo que antes não amava ninguém, mas amou Maranhão e depois Cássio, que traiu Cícero.
E qual a camisinha para nos livrar de todo mal?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A TESE DE ELISA

A TESE DE ELISA
(Zilma Barros)
A vereadora Elisa Virgínia sustenta a tese de que a PEC 122 (que apóia os homossexuais) se aprovada, vai criminalizar quem é contra os gays.
Segundo a nobre vereadora, “Essa proposta sendo aprovada, padres, pastores e demais membros da sociedade civil passarão a ser presas ao expressarem seus pensamentos”.
Para analisar o tamanho da ignorância contida nas palavras da referida senhora, proponho uma analogia. Vamos substituir as palavras homossexuais e gays do texto acima?
----------------------------------------------------------------------------------------------
A vereadora Elisa Virgínia sustenta a tese de que a PEC 122 (que apóia os negros) se aprovada, vai criminalizar quem é contra os negros.
Segundo a nobre vereadora, essa proposta sendo aprovada, padres, pastores e demais membros da sociedade civil passarão a ser presas ao expressarem seus pensamentos.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
A vereadora Elisa Virgínia sustenta a tese de que a PEC 122 (que apóia os casais em regime de união estável) se aprovada, vai criminalizar quem é contra a união estável.
Segundo a nobre vereadora, essa proposta sendo aprovada, padres, pastores e demais membros da sociedade civil passarão a ser presas ao expressarem seus pensamentos.
----------------------------------------------------------------------------------------------
A vereadora Elisa Virgínia sustenta a tese de que a PEC 122 (que apóia as mulheres divorciadas) se aprovada, vai criminalizar quem é contra as mulheres divorciadas.
Segundo a nobre vereadora, essa proposta sendo aprovada, padres, pastores e demais membros da sociedade civil passarão a ser presas ao expressarem seus pensamento.
----------------------------------------------------------------------------------------------
Ignorância e Preconceito se misturam. Permitir que qualquer pessoa promova a discriminação, seja ela revestida ou não do “poder divino”, é edificar, com alicerces profundos, o crime e a desmoralização da Constituição Federal do Brasil, que prega em seu artigo 3º, inciso IV, que é objetivo fundamental do Brasil a promoção do bem de todos, SEM PRECONCEITOS de origem, raça, SEXO, cor, idade e QUAISQUER OUTRAS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO.
Logo, a nobre vereadora deve absorver que o dito preceito constitucional nos ensina que a discriminação por orientação sexual é uma forma de tratar sem igualdade e tratar desigualmente é tratar com PRECONCEITO.
Portanto, a tese de Elisa é contrária a promoção do bem e a favor do preconceito. Preconceito é crime! Você é a favor do crime?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O NOVO HORÁRIO DE "FUNCIONAMENTO" DA JUSTIÇA PARAIBANA

O NOVO HORÁRIO DE “FUNCIONAMENTO” DA JUSTIÇA PARAIBANA
(Zilma Barros)

O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba resolveu, por maioria de votos, estabelecer que o expediente forense será de segunda-feira a quinta-feira das 12:00h às 19:00h, e nas sextas-feiras das 7:00h às 14:00h.
Será que vai funcionar? O tempo vai esclarecer.
Para quem não é do mundo jurídico, é necessário evidenciar o motivo pelo qual, pessoalmente, desconfio do novo horário.
Atualmente, o fórum cível da Capital funciona, ou melhor, abre nos dois turnos, sem intervalos. Os serventuários da justiça, escravos do relógio de ponto, hoje digital, obedecem seus horários de entrada e saída. Todavia, deles não dependem o exclusivo andamento dos feitos.
Sem o Juiz de Direito muita coisa estaciona.
Raros são os Juízes assíduos em todos os horários, mas acreditem, eles existem. A grande maioria costuma aparecer às 14:00h e desaparecer por volta das 17:30, exceto se estiverem realizando audiência.
Acho que o novo horário frustrará a presença dos poucos Juízes assíduos e resguardará, mais uma vez, os pouco produtivos. Enfim, o Pleno do Tribunal de Justiça trocou seis por meia dúzia.
Todavia, para me certificar de que não estou sendo injusta, assim que o novo horário passar a vigorar, irei, pessoalmente, em todas as varas, conferir se nossos nobres magistrados se adaptaram ao novo horário e se estiver errada, redigirei minhas desculpas com a mesma intensidade.
P.S.: Que tal um relógio de ponto para os magistrados? Aí o pau que dá em Chico daria em Francisco.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

E A ORDEM?

E A ORDEM?
(Zilma Barros)
Já era 16:30h e eu aguardava a realização de uma audiência no Fórum de Mangabeira designada para as 14:50h, num calor insuportável, com o sol no rosto, sem lugar para sentar, quando fui abordada por um colega, extremamente educado e amável, que me perguntou: - A colega já tem compromisso para eleição da OAB? Em sua pasta de trabalho um enorme adesivo com o nome do atual presidente.
Em outra ocasião, por volta de 12:00h, estava no fórum de uma Comarca do Curimataú Paraibano, aguardando uma audiência designada para às 8:00h da manhã, o que me fez sair de João Pessoa às 4;00h, quando outro colega me abordou: e a eleição da ordem?
Há alguns dias impetrei um mandado de segurança e passados 7 (sete) dias, eu não havia obtido o despacho. Com a cobrança insistente e desesperada do meu cliente, iniciei uma verdadeira “caçada” a Juíza condutora do processo, que conseguia, sempre, sair pela porta dos fundos sem ser abordada e no auge de meu descontentamento, um colega me abordou: - Você vota em quem para presidência da OAB?
Hoje, com uma audiência designada para às 14:30h, que realizou-se, efetivamente, às 16:00h, no fórum da Capital, me apressei para chegar pontualmente e enfrentei um verdadeiro stress para estacionar o carro. Além do número de vagas destinadas ao público e aos operadores de direito serem ridículas, não há estacionamento rotativo próximo, o que me fez, literalmente, largar o veículo. Depois de todos os aborrecimentos, encontro uma colega que pergunta: - Conto com você na eleição da ordem?
Caros colegas, cheguei a conclusão que pago a ordem porque sou obrigada, voto para não pagar multa e até a presente data, após 13 (treze) longos anos de advocacia, jamais tive minha vida profissional apoiada pela entidade de classe.
Por isso, mesmo correndo o risco de ser considerada utópica, já que sou obrigada, permanecerei votando na oposição até o dia em que um advogado de bom senso e com excelente condição financeira, deixe a profissão, para lutar pela categoria.
Deixar a profissão e excelente condição financeira? Sim, são características primordiais, haja vista que não acredito que alguém bem intencionado deixará abalar sua vida financeira, diminuindo seu ritmo de trabalho, para defender a classe.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A PREFEITURA, A MESA BRANCA, A MILICIA E O CIRCO

A PREFEITURA, A MESA BRANCA, A MILICIA E O CIRCO
(Zilma Barros)
O título já sugere uma mistura inapropriada, mas não quer dizer que seja impossível. Quer tentar entender? Eu explico.
A Prefeitura Municipal de João Pessoa, sob o argumento de que um estacionamento funcionava em construções históricas e causando risco de acidentes aos usuários, confeccionou auto de infração em nome de Adauto Pereira de Lima, falecido há anos, aplicando-lhe multa e notificando- o para apresentar defesa no prazo de dois dias.
Acontece, porém, que o funcionário da prefeitura responsável pelo auto de infração pós-morte, realizou o ato no estacionamento e não em mesa branca, o que impossibilitou o morto de se manifestar.
Passado o prazo estabelecido para que o defunto se pronunciasse e não tendo o mesmo incorporado em ninguém do poder executivo municipal, a Prefeitura de João Pessoa, resolveu interditar o imóvel.
Mesmo sem nenhuma resistência, tanto por parte do morto, que não se dignou sequer a levantar-se do caixão, quanto por parte do verdadeiro dono do estacionamento, que nunca fora notificado, a Secretaria de “Desenvolvimento” Urbano da Capital, trouxe sua milícia, conhecida como guarda municipal e mais alguns homens do STTRANS, para fechar o estacionamento que já estava fechado, fazendo um verdadeiro espetáculo circense, onde além das luzes do carro do STTRANS, existia público, domadores, apresentador, equilibristas e palhaços.
Como não houve confusão e a imprensa não apareceu para abrilhantar o espetáculo, todos foram embora. O estacionamento permaneceu com as portas fechadas, os funcionários perderam seus empregos, o dono do estacionamento ficou sem o seu negócio e o falecido não tomou conhecimento do ocorrido.
O que aconteceu com os produtores da “obra”? Continuam fazendo mais obras e aguardando a oportunidade de realizar seus espetáculos a nível estadual.
E o povo? O povo merece o poder executivo que tem, inclusive eu.